A construção da realidade
Por que não existe acesso direto ao mundo, e o que isso muda na forma como lidamos com memória, discordância e certeza.
Pensiero · por Bernardo Espíndola
Uma plataforma de estudo e divulgação do pensamento filosófico contemporâneo e cotidiano.
Criada e mantida por Bernardo Espíndola — professor, comunicador e mestre pela UFMG.
O que é o Pensiero
Filosofia contemporânea e cotidiana: não a história das escolas de pensamento, mas o exercício de pensar o presente. O material é o mundo em que se vive — a linguagem, a percepção, o comportamento humano, as telas, as máquinas que falam, as certezas que ninguém lembra de ter adotado.
Pensar filosoficamente não é conhecer o que os filósofos disseram. É examinar o que parece dado até perceber que foi construído.
No centro da plataforma está um curso. Em volta dele, vídeos, ensaios e ficção — abertos a quem quiser acompanhar.
O curso
O curso é o centro do Pensiero. Nele, o exercício filosófico é feito de forma contínua e acompanhada: cada encontro parte de uma situação concreta do mundo contemporâneo e a examina até o fundo, com o rigor que um vídeo solto não permite.
Não se estuda a sucessão dos filósofos. Estuda-se o modo de pensar — como uma pergunta é formulada, como um problema é construído, como uma certeza se sustenta ou desmorona. Os autores entram quando o problema pede, e não ao contrário.
R$ 197 · Início em 11/11
Ementa
O que é filosofar. Como se constrói uma pergunta e como se constrói um problema; o que distingue o exercício filosófico de outras formas de conhecimento. Abre o curso e estabelece o método dos demais módulos.
Como o mundo se apresenta à consciência. A experiência vivida antes de qualquer explicação, e o que se revela ao suspender aquilo que já se supunha saber.
O que as palavras fazem. Signo, significado e contexto; os limites do que se pode dizer e o que acontece com aquilo que não encontra nome.
Inclui: Linguagem e psiquismo — o inconsciente estruturado como linguagem.
O que é possível saber. Conhecimento, dúvida e evidência: como se distingue uma certeza justificada de um hábito confortável.
Por que algo nos parece belo. Gosto, julgamento e arte: o que se decide e o que não se decide ao achar que alguma coisa é bonita.
Fé, razão e sentido. O que se acredita, por que se acredita, e o que a crença organiza na vida de quem crê e de quem não crê.
Como se decide o que é certo e como se organiza a convivência. Liberdade, responsabilidade, autoridade e legitimidade, em dilemas reais.
Encontros ao vivo, leitura de textos e discussão de temas do presente com a comunidade.
Aberto a todos
Uma pergunta por vez, sem pressa. É a porta de entrada do Pensiero — e o lugar onde o exercício acontece em formato curto.
Temporada em curso
O que as telas, as redes e as máquinas fizeram com a nossa forma de perceber, nomear e entender.
Ensaios
Textos mais longos do que cabe num vídeo. Sem resumo, sem lista, sem conselho. É onde a ideia fica mais difícil e mais honesta.
Sem periodicidade fixa. Cancelamento a qualquer momento.
Ficção
Entre um ensaio e outro, um conto. Sem explicação e sem moral — se o argumento precisasse de nota de rodapé, seria ensaio.
Um ensaio afirma que a realidade é construída. Um conto constrói uma e deixa o leitor lá dentro, sem saber o que aconteceu de fato e o que foi contado.
Sobre
Bernardo Espíndola é professor universitário desde 2007, comunicador e mestre em Estudos Literários pela UFMG, com pesquisa em semiótica e na passagem do sentido de uma linguagem para outra. Antes disso, estudou filosofia da linguagem — Peirce e Wittgenstein — e ciência política.
Dá aula de Semiótica, Teoria da Comunicação e Estética. Fora da universidade, dirige uma agência de comunicação e foi secretário municipal de Cultura por sete anos. Também escreve ficção.
Não são carreiras separadas. É a mesma pergunta em lugares diferentes: como o sentido se produz, como se desloca e o que acontece quando falha.
Falas
Bernardo fala em universidades, escolas, congressos, eventos culturais e encontros de formação. São conversas de uma hora, seguidas de perguntas — e as perguntas costumam ser a melhor parte.
Por que não existe acesso direto ao mundo, e o que isso muda na forma como lidamos com memória, discordância e certeza.
O que acontece com a aquisição da língua quando a fala chega sem corpo e sem ninguém esperando resposta.
Inteligência artificial, intenção e escrita. Por que a novidade não é o texto que a máquina produz, e sim o que ela obriga quem escreve a explicitar.
Contato
Para inscrições, convites, entrevistas ou para comentar algum vídeo, ensaio ou conto.